segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O que da voraz gula o vício adora,
Da lauta mesa os seus prazeres fia.
E o terno Alceste chora
Ao som dos versos, a que o gênio o guia.
O sábio Galileu toma o compasso,
E sem voar ao Céu, calcula, e mede
Das Estrelas, e Sol o imenso espaço.
Enquanto pois, Marília, a vária gente
Se deixa conduzir do próprio gosto,
Passo as horas contente
Notando as graças do teu lindo rosto.
Sem cansar-me a saber se o Sol se move;
Ou se a terra volteia, assim conheço
Aonde chega o poder do grande Jove.
Noto, gentil Marília, os teus cabelos.
E noto as faces de jasmins, e rosas:
Noto os teus olhos belos,
Os brancos dentes, e as feições mimosas:
Quem faz uma obra tão perfeita, e linda,
Minha bela Marília, também pode
Fazer os Céus, e mais, se há mais ainda.
Tomás Gonzaga em "Marília de Dirceu"
Impressionante como um homem apaixonado fica cego para o mundo, onde sua imaginação voa infinitamente em uma fonte inspiratória chamada mulher. Se há alguma obra divina já criada, é possível que sempre tenha algum envolvimento, proporcionado pelo bem estar de um romance. O homem apaixonado pode se desligar de tudo, e por estar com esse sentimento magnífico, pode ultrapassar suas barreiras e fazer coisas que nunca imaginou. Por que um romance nos transforma em idiotas inspirados? Será porque queremos agradar quem amamos? Queremos mostrar do que somos capazes? Ou apenas nos diferenciar dos outros? Esse é o tipo de pergunta que varia de momento, então quando ocorrer em você ,alguma fonte inspiratória, faça essa pergunta e se quiser, destine sua criação para a pessoa que lhe inspirou, porque não tem palavras que descrevam a reação que a pessoa faz, quando vê o quão você é capaz, e mais, que fez guiado por ela nos pensamentos.
Abraços
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