domingo, 30 de outubro de 2011

Passado. Presente. Futuro?

Corro, corro e corro sem destino, corro apenas pra encontrar um motivo de continuar subsistindo. Tudo perdeu a cor, um mundo preto e banco, é uma vida sem prazer, sem motivo pra continuar. Não encontro nada importante e nada importante me encontra.Na noite escura eu me acho, sozinho e sem ninguém, deparo-me com o motivo dos meus pesares.O estar sozinho me atormenta e noto eu ali, bebendo ele puro e sem descanso.Seria o medo de gostar ou a vontade de derrotar esse medo? Faço-me perguntas, não sei as respostas, mas se elas existissem, gritariam nos meus ouvidos e me atormentariam eternamente.Continuo correndo, as pessoas me olham e parecem não entender o porquê, não sabem elas que nem eu sei, mas eu continuo e tento esquecer-me disso. Vivo apenas esse momento.liberto-me e corro sem destino. Chego a um limite. Um limite imposto pelo meu espírito, sem avaliar se é distante.Um limite, apenas. Continuo correndo, agora por outros caminhos, sentidos diferentes, por lugares desconhecidos e o prazer do estar perdido me alegra, deve ser aquela adrenalina acionada pelo perigo ou apenas pelo desejo de caminhar com liberdade sem saber onde vai acabar.Corro, mas agora é diferente, o vento me segura e a chuva me machuca. Seria um alerta: Continue procurando um novo limite? A liberdade me guiará eternamente. Enfim, continuei correndo contra o vento, com a lembrança da minha família, colegas e irmãos me empurrando naquele sentido. Chego ao final do meu caminho, que por coincidência, foi o inicio também, e continuo sem saber se a razão de continuar.

Um comentário:

  1. Oi, descobri seu Blog e gostei muito das coisas que você escreve. Por que parou de escrever?

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